quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

All I need...

All I Need by Air on Grooveshark
Nasci a adorar o Verão. Não sei se por na altura do meu nascimento estarem 40ºC na rua. Talvez seja por isso que dias em que as temperaturas sobem acima dos 35ºC eu me sinta verdadeiramente feliz. 

Hoje, ao ouvir esta música, imagino-me a acordar numa manhã encoberta. O sono é muito mas a vontade de ir para a praia fala mais alto e corro para a casa de banho. Apresso-me a vestir o bikini e saio de casa com os meus pais. Chegados à praia instalamos o nosso material e eu aproveito para dormir uma sesta. O sol aparece e não tarda tenho de me esconder na sombra do chapéu. As rotinas são as de sempre: os pais vão andar à beira-mar, o Jorge lê e eu ouço música enquanto dormito. Quando acordo o pai está a ler o jornal e a mãe faz palavras cruzadas. Depois de insistir muito arranjo companhia para ir molhar os pés (que no meu caso implica molhar-me totalmente). Seco na toalha e, na hora de ir almoçar, a preguiça já fala mais alto que a fome e a vontade de sair da sombra e pisar a areia quente é nula. 
Quando chegamos a casa o almoço já está pronto - não vale de nada insistir, a avó nunca quer vir à praia connosco. Faço uma sesta rápida e depois é hora de ir buscar a companhia das aventuras seguintes. É tradição deixar o rádio tocar enquanto controlados por pensamentos felizes e ideias parvas cantamos mais ou menos mal. Chegados à praia jogamos cartas, ouvimos música, observamos as demais figuras que connosco povoam aquela praia. Fazemos planos para o dia seguinte: “amanhã na piscina às 15h30 ou praia outra vez? Precisas de boleia?”. Um ou dois banhos, muitas paragens cerebrais enquanto as ondas quebram. Entrelaço memórias no cheiro da maresia que servirão para recarregar baterias nos dias sem sol e sem mar. E voltamos para casa, com a pele branca do sal, com a areia nos pés, com o ar quente a entrar pelas janelas abertas e com uma boa música a encher a atmosfera do carro. 
Segue-se o banho quente, o ritual da noite: jantar, deitar no sofá, ler um bocadinho, ler umas horas, ligar o portátil e ver o que a internet tem de novo. E já na cama, na hora da insónia, com o corpo quente destapado, ouço esta música e é impossível não rir. Sinto-me feliz e não tenho pressa de dormir ou acordar. O dia seguinte será igual ou melhor. Simplesmente perfeito. 

E é por saber que dias como esse existem que dias como o de hoje me parecem infinitos. Tenho os pés gelados, slides em italiano para estudar e sei que amanhã a história se repete. Estou prestes a iniciar a contagem decrescente para as férias de Verão…

2 comentários:

Anónimo disse...

olá meu bem...
pés gelados é uma constante neste recanto para lá do sol posto onde nasci e vivo, ainda... o verão chega nao tarda =) vai chamando por ele com lembranças boas,pode ser que ele se anime e venha mais depressa...
Um beijo

Sandra

Leonor Figueiredo Rama disse...

Raios, fiquei com uma vontade imensa de viver um dia desses já amanhã!
Mas são os dias gelados que dão outro sabor aos quentes que se aproximam ;)