"Querido Diário:
Já passámos de ano.
Temos como primeiro Ministro o Durão Barroso e como ministro da Defesa o Paulo Portas (aqueles palhaços!) e por esse lado as coisa não vão bem. Há greves consecutivas, desemprego, aumento dos impostos e inevitavelmente, desânimo no ar. (...)"
Este é, sem tirar nem pôr (parêntesis e tudo), um excerto de um dos muitos diários que mantive em criança/ adolescente. Estava a dar uma volta às gavetas e dei com esta preciosa pérola... É fantástica a intemporalidade das minhas palavras, quase que podia ter sido escrito hoje (qual Eça qual quê!).
Agora me pergunto... se já na altura haviam cortes, se já na altura se subiram impostos e impuseram as taxas moderadoras, se já na altura havia a "conversa da tanga", como é que os gastos públicos subiram vertiginosamente a partir dessa data e as coisas chegaram ao estado em que chegaram?!
Enfim...
1 comentário:
Não é o Eça que é intemporal... nós é que somos sempre os mesmos.
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