Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…
Somos produto dessa força erosiva denominada “mudança”, processo natural tão velho como o tempo. Darwin chamou-lhe evolução e disse que se processava por meio de selecção natural e acaso. Não vale a pena complicar, seja do ponto de vista biológico ou puramente humano, mudámos.
A internet tornou o nosso crescimento muito mais acessível ao mundo e se a nossa mudança não era já notória para aqueles com quem nos desenvolvemos, nós facilitámos a tarefa ao expor o que nos ia na alma. Muitas vezes com gritos de desespero e revolta mascarados em músicas ou frases desconexas e sem sentido, outras vezes incapazes de conter a alegria que transbordava por todas as costuras do nosso ser… Fomos e somos livros abertos.
Contra todos os conselhos de pais protectores, expomo-nos assim, acessíveis aos monstros que vagueiam pela internet, e ao ridículo. Mas quando temos um nó a crescer dentro de nós e não há coragem nem vontade de falar, publicar um ou outro texto online acaba por ser um pequeno sinal de S.O.S. Esta mentalidade não fará sentido para muitos mas nós não somos ilhas. Não vivemos escondidas, não é saudável.
Nos últimos anos aprendemos que a confiança é um bem muito precioso mas maleável. Vimos as nossas certezas abaladas quando alguém não foi digno de nós e conhecemos tantas outras pessoas e situações que nos ajudaram a reconquistar a vontade de sorrir e confiar.
Confiamos, talvez demais, em vocês, estranhos ocultos por uma barreira que nós não conseguimos ultrapassar, por uma inacessibilidade disfarçada de facilidades de comunicação. Mas nos últimos anos, ainda que com alguns percalços na forma de “Anónimos” não encontrámos uma razão para desistir de escrever os nossos pensamentos livremente. É terapêutico e é um laço que criamos com vocês.
Convidamos-vos a juntarem-se a nós, a verem o que nos espera nos próximos anos, a iniciar um novo capítulo. Por esta altura já terão percebido que somos pessoas muito diferentes das duas miúdas de 16 anos que criaram um blog num acto completamente inconsequente. Agora somos duas jovens de 22 anos com dúvidas e preocupações gigantes em torno do que será o nosso futuro, mas sempre doidas e, ainda que não pareça, positivas.
O próprio conceito de evolução de Darwin não admite derrota: adaptas-te e sobrevives.
É tempo de nos adaptarmos a dois admiráveis mundos novos.
1 comentário:
Olá novas Rita e Leonor!
Foi com grande gosto e orgulho que vos vi crescer e cresci convosco. São ambas optimas a transformar em letras o que vos vai no pensamento, dom que temo nunca vir a adquirir =) e isso faz dos vossos textos leituras sempre interessantes e muito boas de ler.
Espero continuar a acompanhar as novas metamorfoses =)
Beijos para as duas,
Sandra*
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